ludov

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vai sem duvidar…

Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta

Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim

Mas se vai

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer

E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei

Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo

Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar

Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei

Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim.

Mas te reconheço… Em rostos de desconhecidos por aqui…

Carrego os sonhos do mundo
Quilos de chumbo
No peito pesam mais

Te ouço ao vento
E fecho as cortinas
Pra respirar

Me sirva mais um trago
Do estrago que te faz tão bem

E deixa, ao menos desta vez,
A insensatez te guiar

Sem tempo nem saudade
Não te cabe
A minha casa

Desata o laço
Aperta o passo
A cidade apaga

Me sirva mais um trago
Do estrago que te faz tão bem

A luz apaga
Mas o fogo em teu peito me conduz

Enquanto os outros dormem
Enquanto os outros dormem
Enquanto todos dormem

Carrego os sonhos do mundo
Quilos de chumbo no peito pesam mais

Termina a madrugada
Não sobra nada, nada

Mas te reconheço
Em rostos de desconhecidos por aqui

Enquanto os outros dormem
Enquanto os outros dormem
Enquanto todos dormem.

me padeço

Você me bagunça e tumultua tudo em mim
Essa moça ousa, é musa e abusa de todo meu sim
Você me bagunça e tumultua tudo em mim
E ainda joga baixo, eu acho, nem sei
Só sei que foi assim

Assimila, dissimula, afronta, apronta
Diz: “Carrega-me nos abraços”
Lapida-me a pedra bruta, insulta
Assalta-me os textos, os traços
Me desapropria o rumo, o prumo
Juro, me padeço com você
Me desassossega, rega a alma
Roga a calma em minha travessia
Outro “porquê”

Parece que o coração carece e diz: “Para!” silencia
Se embrulha e se embaralha
Reconsiderar o ar, o andar
Nossa absolvição, a escuta e a fala

Nos amorizar o dia, a pia, o corredor
A calçada, o passeio e a sala
Se perder sem se podar e se importar comigo
Aprender você sem te prender comigo

Difícil precisar quanto preciso
Difícil precisar quanto preciso.

o anjo mais velho

O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete, a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu
Deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto, depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete, a cena se inverte
Enchendo a minha alma d’aquilo que outrora eu
Deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto, depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto… Depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar…